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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tiago Ribeiro: «Exportar o jogador português para o Brasil? Estou doido para o fazer»

Tiago Ribeiro é o presidente da SAD do Estoril-Praia e o responsável pela Traffic na Europa. A empresa sediada em São Paulo é detentora de 74% das acções do clube desde 2010. Ao PÚBLICO, o brasileiro falou das contas e do futuro do clube, dos direitos televisivos e do mercado brasileiro.
Como estão as relações entre a SAD e o clube (formação)?
Estão muito boas, tínhamos avançado com o grupo desportivo [clube] no sentido de incrementar cada vez mais as relações e o aproveitamento dos atletas que saem da formação. No ano passado já tivemos três atletas no plantel, apesar de não terem participado na competição. A ideia é melhorar essa relação e desenvolver projectos mais ambiciosos na formação.

O primeiro objectivo foi alcançado: a subida de divisão. A partir de agora, tendo uma sustentabilidade na I Liga, consolidando a nossa posição na mesma, podemos começar a vislumbrar algum tipo de participação efectiva de integração e cooperação no desenvolvimento da formação com o clube.

A Traffic pretende valorizar o jogador brasileiro em Portugal, entrar no mercado…
Não, queremos valorizar o Estoril. O Estoril conta com jogadores de diversas nacionalidades, obviamente que os portugueses e os brasileiros são os alvos naturais, e principais, pelas qualidades de ambos, e também porque o brasileiro aqui em Portugal sempre teve mercado, não foi a Traffic nem o Estoril que inventaram isso. Os melhores jogadores da II Liga foram o Licá, que é português, e o Vagner, um guarda-redes brasileiro. 

Esse equilíbrio e valorização são consequência dos resultados, e aprendemos isso com alguns erros que reconhecemos, e que tivemos a humildade suficiente e visão para mudar nessa caminhada. Hoje, o Estoril é esse tempero: a mistura dos dois países.

Considera que, no primeiro ano, a aposta forte no mercado brasileiro foi um fracasso?
Eu não diria isso. Eu diria que foi uma necessidade no primeiro momento. Não havia tempo nem conhecimento para que pudéssemos fazer doutra forma. No segundo ano, foi talvez uma aposta arrojada, talvez errada, foi isso que se notou. E houve também a questão do treinador brasileiro [Vinicius Eutrópio] e a sua preferência em trabalhar com alguns atletas brasileiros que tinham muita qualidade mas falharam na integração e adaptação. No ano passado, chegámos a um equilíbrio certo, com a mudança no comando técnico [entrada de Marco Silva] e com a contratação de jogadores daqui, e mesmo de brasileiros que já jogavam em Portugal. Todos os jogadores pertencem ao Estoril e são, num primeiro momento, para desenvolver um trabalho desportivo e, eventualmente, se tiverem um desempenho muito elevado fazer resultados financeiros.

A Traffic pagou 200 mil euros para adquirir o Estoril, um valor residual, se notarmos que com a transferência de Jardel para o Benfica embolsou logo 300 mil euros…

A compra efectiva do Estoril e das acções foi um valor fixado no mercado mas isso é apenas o valor de compra. Por detrás de todo o processo de compra, existem todos os ónus que acarretavam a compra (dividas). A compra foi esse valor sim, mas trazia encargos do passado, com montantes muito mais elevados. Durante estes três anos de gestão e propriedade da SAD, conseguimos limpar todo esse passivo que havia para trás. Essa foi a principal acção da empresa.
O Jardel foi um atleta da primeira leva, no ano em que éramos apenas gestores. O Jardel nunca chegou a ser um atleta vinculado ao Estoril, até porque não éramos proprietários do clube. O Jardel foi uma operação que foi feita directamente com o Desportivo Brasil, que é o clube da Traffic no Brasil, embora a vitrina tenha sido o Estoril e depois o Olhanense.
Xandão [jogador do Sporting] é outro jogador da Traffic que está a ser valorizado em Portugal, fala-se até do interesse da Lazio. Quem decide o rumo das transferências? A Traffic em Portugal ou no Brasil?
Eu sou o responsável da Traffic na Europa mas nessas questões sou como uma ponte para o Brasil. Os casos de Xandão, Jardel e Ismaily [reforço do Braga] são geridos pela directoria da Traffic no Brasil e, evidentemente, com a minha participação.

A época de 2010/2011 não correu bem [10.º lugar]. O que aconteceu com Vinicius Eutrópio?
A falta de conhecimento do mercado. E, apesar de ter estado aqui uma temporada e cinco jogos, acho que ele teve dificuldades em conseguir adaptar o seu estilo ao de Portugal. É uma pessoa por quem tenho muita consideração, até amizade, mas para este projecto ele estava um pouco fora do contexto. Faltou-lhe algum jogo de cintura.

E porquê Marco Silva? Em meses passou de jogador para director desportivo e depois treinador…
Quando chegámos vi no Marco uma capacidade de liderança e inteligência acima do normal e ele percebeu logo a dimensão do projecto. Quando acabou a época [2010/2011], que não foi das mais bem sucedidas aqui, precisámos de fazer uma mexida na direcção, e decidimos que uma das medidas era que a montagem do elenco fosse feita de uma forma local, com a contribuição da accionista no Brasil, mas daqui para lá e não de lá para cá. Esse foi o principal erro na época anterior. E, por isso, chamei o Marco para assumir a função de director desportivo. Fê-lo de uma forma muito eficaz. Quando a época iniciou [2011/2012], já tínhamos algumas dúvidas sobre a continuidade do trabalho do Vinicius, mas quis dar-lhe uma oportunidade para ver se ele conseguia melhorar e adaptar-se. Como tal não aconteceu, percebi que a mudança técnica era essencial para que o projecto mudasse de rumo. Foi depois de um jogo, no caminho para casa, que me deu o “click”, quando pensava em nomes. E percebi que eu tinha essa pessoa à minha frente, dentro de casa, com todo o conhecimento do Estoril, com a minha confiança e com uma competência que já estava ali, talvez estivesse ainda uma pouco bruta, precisava só de ser aflorada, e deu o que deu.

Dizia-se que, se o Estoril não subisse, a Traffic abandonava…
Bom, não é totalmente verdadeiro nem totalmente falso. O que acontece é que o projecto tem de ter objectivo e retorno. Sempre frisei isso: a Traffic não tem pressa. Mas traçámos um plano, um objectivo, de alcançar a Primeira Liga para que o projecto possa ser viável por si só. Quando percebemos que não era tão simples assim, não que fôssemos sair, isso nunca foi hipótese, mas houve durante algum tempo algumas sondagens e pessoas que se aproximaram até, interessadas em assumir o Estoril. Nós nunca pretendemos evoluir nesse sentido mas talvez tivesse de haver uma mudança na forma de actuar, com os pés mais no chão e com mais controlo, uma politica muito mais austera mas não sair, até poderíamos procurar um parceiro, uma coisa que pudesse fomentar a viabilidade do Estoril mas jamais abandonar o barco. Uma vez eu disse e repito: o Estoril não é um brinquedo, como uma criança que quando se cansa mete o brinquedo no canto do quarto e vai buscar outro. Caso contrário, não teríamos comprado o clube, bastava apenas geri-lo [como no primeiro ano], se não desse certo, íamos embora, não tínhamos quaisquer responsabilidades patrimoniais.

Em que estado estava o Estoril quando a Traffic chegou?
Muito ruim, com dívidas muito altas. Eu acredito que estava em perigo de acabar ou de sofrer consequências nefastas para a continuidade do futebol profissional. O maior problema era a gestão do passivo. Foi tudo uma infelicidade a meu ver, e estou a falar do último accionista, João Lagos, uma pessoa por quem tenho uma estima pessoal muito grande e um respeito enorme. Temos uma relação muito boa, somos amigos, mas infelizmente ele teve dificuldades na gestão dos seus empreendimentos e o Estoril ficou à margem. Ele não teve estrutura, na altura, para administrar esse passivo. O nosso "timing" foi apertado mas deu tempo para conseguirmos gerir o passivo e apagar os incêndios mais urgentes.

O dinheiro está agora no Brasil, a lógica poderia inverter-se. Há alguma intenção de exportar o jogador português para o Brasil?
É uma coisa que estou doido para fazer. O Brasil é um mercado muito atractivo. Adquirir um jogador aqui e levá-lo para o Brasil é uma coisa que a Traffic e outros investidores talvez devessem fazer. Mesmo que não seja investindo, que seja simplesmente a colocação do jogador português no Brasil, porque o mercado brasileiro está realmente ´aquecido´. E eu, falando contra o Brasil, acho que há muitos jogadores brasileiros que estão ´enganando´, estão muito inflacionados. Já o jogador português, julgo que tem uma qualidade tremenda e pode chegar lá e fazer tão bem ou melhor que muitos jogadores brasileiros que estão com salários altíssimos. Mas isso é uma questão que o mercado vai ditar.

A Traffic tem jogadores em ascensão no Brasil?
Temos uma série de jogadores, principalmente formados na nossa Academia. Tivemos agora uns resultados expressivos na Milk Cup [torneio internacional onde entraram equipas como Benfica, Manchester United, Tottenham, CSKA de Moscovo, Newcastle, entre outros], inclusive um sonoro 6-0 contra o Benfica e fomos campeões em sub-17. É um torneio dos mais importantes na categoria, no qual vencemos o Newcastle na final. Temos jogadores jovens que têm vindo a integrar as "fileiras" do futebol brasileiro.

A Academia da Traffic em São Paulo impressiona. Há algum projecto semelhante para Portugal?
Muito embrionário, sim. Tivemos algumas conversas com a Câmara de Cascais para desenvolvermos uma área, não igual, mas semelhante à que temos no Brasil, exactamente para apostar no talento do jovem português e isso vai envolver também a formação do clube. Aqui em Portugal há uma vocação para acolher jovens talentos estrangeiros, e não só brasileiros, mas também jogadores africanos e europeus.

A Traffic também está nos Estados Unidos…
Temos um projecto que envolve a liga NASL (North American Soccer League). Somos os proprietários da maior parte do capital da liga, além de sermos donos do Fort Lauderdale Strikers e de termos participações noutras equipas que compõem a liga. Lá, a ideia é criar um modelo europeu para o 'soccer' e concorrer, entre aspas, com a MSL (Major League Soccer), que domina o futebol e tem um modelo universitário, como no basquetebol ou futebol americano.

Que outro mercado poderá interessar para colocar jogadores ou investir noutro “Estoril”?
Eu acho que estamos bem posicionados já. Em termos de clube e actuação directa, é este o modelo e, ainda por cima, o Estoril já alcançou a I Liga, onde queremos consolidar essa presença. Quanto a jogadores, a Europa está bastante coberta, este continua a ser o principal mercado. Abrimos também muitas frentes em mercados emergentes, como no asiático e no Médio Oriente.
Relativamente à negociação dos direitos televisivos, qual é o impacto num clube como o Estoril-Praia?
O impacto no orçamento do clube é muito forte. É a principal fonte de receita dos clubes. Sou completamente avesso à forma como tem sido abordado o tema. A Liga, o principal operador e actual detentora dos direitos [Olivesportos] e os clubes têm de se sentar à mesa. O que tem de ser feito é uma discussão ampla com a Olivedesportos, com o Joaquim [Oliveira], que tem todo o mérito de ter criado este negócio, com muita capacidade e competência. De um momento para o outro, algumas pessoas do futebol, que durante muito tempo não se queixaram de nada, vêm criar uma antítese dessa relação com o operador, acho muito nefasto e ruim, e isso cria um clima de desconfiança e de guerra desnecessário. O momento é para discussão pacífica para que se encontre um modelo adequado com os grandes. Ninguém existe sem os grandes. A minha opinião é que os grandes têm de continuar a ser cada vez maiores para que os pequenos possam crescer. Há pessoas que acham que os grandes têm de dividir e "jogar" para baixo, mas não, os grandes têm de "jogar" para cima e isso vai provocar um efeito-cascata (compras de activos, etc). Mas esta opinião está um pouco isolada.

O que pensa do processo da alteração à lei dos empréstimos?
É a mesma coisa: não houve discussão. A maneira como foi conduzida foi estapafúrdia, nas vésperas de fechar uma época, numa assembleia que se arrastou ao longo de uma noite. Essa questão foi colocada como um assunto diverso, não sei qual foi a intenção. Houve uma discussão breve [entre clubes] durante a própria assembleia e, de repente, aquilo já estava aprovado. Os empréstimos têm de ter regras. Fala-se muito em verdade desportiva e depois há hipocrisia. Se um clube empresta um jogador a outro clube, que se crie uma regra que permita que esse jogador não jogue. Acho também que devia haver limite de empréstimos por clube, tanto para quem empresta, como para quem recebe, independentemente de onde vem o jogador, porque não acho justo, por exemplo, eu aqui ter uma despesa elevada com atletas e acabo por competir com equipas com 10, 12, 15 jogadores emprestados e com uma despesa muito menor.

Aqui pensou-se muito nos "grandes" que emprestam aos pequenos, e esqueceu-se de pensar no contrário. Amanha, se o Benfica, Porto ou Sporting quiserem comprar um jogador do Estoril mas não têm a certeza que ele vai aguenta jogar num ´grande´, porque não emprestar? É um modelo viável, mais ainda na conjuntura actual, os clubes têm medo de apostar forte num jogador que não têm a certeza que vai vingar.

Perspectivas para a nova época? Que podem esperar os adeptos?
Trabalho. Muito trabalho e seriedade. Esperamos que o que temos feito na preparação se reflicta numa época tranquila, garantindo a manutenção, que é o nosso principal objectivo. Sem ela tudo pode ir por água abaixo.

Há pouco no relvado disse, na brincadeira, que pensariam num terceiro anel se o Estoril chegasse à Champions. É real pensar na Europa?
São muitos factores e muitas águas para passar por debaixo da ponte para que isso possa virar objectivo. Mas se conseguimos um percurso de continuidade, consolidando a nossa presença na I Liga, com uma política e gestão coerentes...

Tem alguma referência como modelo de gestão?
O modelo mais evidente de todos é o Sp. Braga. Nunca foi pequeno, mas também não era da dimensão que é hoje. Acho que a gestão que se faz no Sp. Braga é excelente. O Braga não comete loucuras, a politica de captação de jogadores é muito eficaz. Os meus amigos de Olhão também têm mérito. O Olhanense está consolidado na Liga e começa a ter sonhos de ir à Europa. No estrangeiro também há bons exemplos. Hoje não tanto, mas o Villarreal, um clube modesto, amarelo como nós, saiu donde saiu, de uma cidade pequena, quase como satélite do Valência, chegou à Champions League. O Lyon há 25 anos atrás era um clube de pequeníssima expressão. Há alguns bons exemplos por ai e temos tempo para chegar lá.

publico.pt
   



sábado, 28 de julho de 2012

Marco Silva: «Não vamos ser coitadinhos, de certeza»

Marco Silva iniciou a carreira de treinador há menos de um ano. O suficiente para trazer o Estoril de volta ao principal escalão do futebol português. A três semanas do início da Liga, o mais jovem técnico da prova mostra-se confiante em repetir o sucesso de 2011/12.
PERFIL
Marco Alexandre Saraiva da Silva nasceu em Lisboa há 35 anos (12/07/1977). Foi defesa do Belenenses, Atlético, Trofense, Campomaiorense, Rio Ave, Salgueiros, Odivelas e Estoril, tendo pendurado as chuteiras em 2011, ao serviço do emblema canarinho. Quando ainda se habituava ao cargo de director desportivo, foi o escolhido para substituir o técnico brasileiro Vinícius Eutrópio. Pegou na equipa à sexta jornada da Liga de Honra, instalada na 10.ª posição da tabela. Passados sete meses, tornou-se no treinador mais novo de sempre a sagrar-se campeão no segundo escalão do futebol nacional. Será também o técnico mais jovem nesta edição da Liga principal que começa no próximo dia 19 de Agosto.

O que se pode esperar do Estoril?
Marco Silva – O principal objectivo é estabilizar o clube na Liga e tentar praticar bom futebol. Vamos ser uma equipa competitiva de certeza.

Até ao momento estão confirmados 12 reforços. É quase como começar de novo?
Marco Silva – Há muita coisa que terá de ser assimilada por quem chega, mas sem dúvida que uma das nossas forças é a base que transita de 2011/12 e que fez uma época passada extraordinária.

Conseguiram manter quase todos os jogadores-chave...
Marco Silva – Houve muita cobiça e interesse. O Licá, o Vágner ou o Gonçalo, por exemplo, preferiram ficar apesar das ofertas. Sinto que gostam muito de estar neste projecto. Deu-lhes trabalho serem campeões e quiseram ficar para disputarem a Liga, porque este é um clube muito sério e cumpridor.

Tem o plantel que quer ou o possível?
Marco Silva – O Estoril, sendo cumpridor, tem de ser rigoroso. Não vamos ser uns coitadinhos, isso de certeza. Estou muito contente com o que temos, dentro das nossas possibilidades, mas ainda podemos acrescentar mais qualquer coisa. Temos um plantel forte, que dá todas as garantias para encararmos a Liga com tranquilidade.

A aposta em jogadores nacionais parece evidente...
Marco Silva – Há muita qualidade no mercado português, mas não me interessa a nacionalidade. Se for um jogador que acrescente algo, vamos buscá-lo. Agora, devemos olhar para o que temos cá dentro, porque há jogadores que conhecem bem o nosso futebol e têm valor.

Ser o treinador mais jovem da Liga [35 anos] aumenta ou retira-lhe responsabilidade?
Marco Silva – Não penso disso. A responsabilidade será q.b. Será a de quem está num projecto aliciante e no primeiro escalão do futebol.

Os clubes parecem finalmente decididos a apostarem em treinadores portugueses...
Marco Silva – Demoraram, mas, felizmente, perceberam que os treinadores portugueses têm enormes qualidades. Está provado a nível nacional e internacional. Temos o melhor treinador do Mundo [José Mourinho] e a prova do que conseguimos fazer são os resultados dos treinadores que estão nos clubes de maior nomeada e ombreiam com colossos do futebol europeu, embora tenham orçamentos muito inferiores.

Que opinião tem em relação à proibição dos empréstimos, que entretanto foi revogada?
Marco Silva – Pareceu-me que surgiu de forma abrupta e tardia, porque havia clubes com um planeamento que ficou comprometido. Não era o caso do Estoril. Acho que devem impor-se algumas regras, porque não é agradável haver clubes com 7 ou 8 jogadores emprestados.
O Estoril vai aproveitar dispensas de clubes grandes?
Marco Silva – Por enquanto não há nada, mas estamos atentos ao mercado.

Espera uma Liga mais competitiva?
Marco Silva – Vai ser uma luta a quatro pelo título, com o Sp. Braga incluído, mesmo que não se assuma como candidato. Depois serão 3 ou 4 equipas a lutar pela Europa e o resto em busca da manutenção.

Quem parte em vantagem?
Marco Silva – O FC Porto, como actual campeão, parte com uma ligeira vantagem, que pode ser dissipada nas primeiras jornadas. Para bem do futebol nacional, espero que o Sporting seja capaz de lutar pelo título até ao fim.

E a Honra fica mais competitiva com o alargamento?
Marco Silva – Na vertente económica não será fácil para alguns clubes. Mais custos com deslocações, mais jogos – passar de 30 para 42 é uma diferença enorme –, vamos ver se os plantéis não terão de ser mais longos. Já era muito competitiva e penso que continuará a ser.

As equipas B são uma boa aposta?
Marco Silva – Podem ser muito importantes na defesa dos jovens portugueses se forem geridas com realismo, ou seja, apostando sobretudo na formação.

Sonha treinar um grande?
Marco Silva – Não penso nisso e não o fazer não me retira ambição. Penso em melhorar dia após dia e as coisas acontecerão naturalmente. Quero vencer sempre, mas um passo de cada vez.

Dos treinadores que teve, algum o marcou e influenciou na forma como desempenha a função agora?
Marco Silva – Tive muito boa relação com a maioria dos meus treinadores e retirei coisas positivas de muitos deles. Não tenho nenhuma referência em particular.

Na época passada, os jogadores não o tratavam por mister, mas pelo nome ou por capitão. E agora?
Marco Silva – Comecei como director desportivo e na primeira reunião pus os jogadores à vontade. Alguns tinham sido meus colegas e nunca reparei nisso. Não é por me chamarem mister que há mais respeito.

É a 8ª época no Estoril. Já é mais do que um treinador?
Marco Silva – Se calhar, quem está de fora já me vê como uma peça de mobília, mas, como qualquer treinador, estou dependente dos resultados.

Que papel tem a Traffic no sucesso do Estoril ?
Marco Silva – Salvou o Estoril, tornou-o num clube respeitado e honrado. O Estoril é um clube da Traffic e não é o entreposto de jogadores que muita gente pensou que seria. Claro que serviu para abrir portas à empresa em Portugal. Agora, a Traffic já tem jogadores no Benfica [Jardel], no Sporting [Xandão] e no Sp. Braga [Ismaily].

José Almeida Ribeiro
   



sexta-feira, 6 de julho de 2012

Carlos Eduardo: «Espero ser uma das revelações da Liga»

CARLOS EDUARDO CONFIANTE NA NOVA ÉPOCA 
«NÃO QUERO SAIR DO ESTORIL» 
 O médio brasileiro do Estoril está de férias no Brasil mas não deixa de pensar no começo da próxima época. Depois de ter brilhado no Brasil, chegou a vez de o fazer na principal competição de clubes em Portugal. O médio ofensivo é considerado um dos jogadores de maior potencial no plantel do Estoril e numa entrevista ao site da makefoot confessa que pretende ser uma das maiores revelações do campeonato. Quem conhece o seu potencial sabe que o sonho de Carlos Eduardo pode, perfeitamente, transformar-se em realidade.
makefoot - A poucos dias do regresso aos treinos, para iniciar uma nova época desportiva, como é que está a enfrentar a possibilidade de jogar, finalmente, na Primeira Liga, em Portugal?

Carlos Eduardo - Para ser sincero, estou ansioso pelo regresso, pelo recomeço dos treinos. Depois de dois anos a lutar na Liga Orangina, um campeonato muito difícil e pouco propício às minhas características, penso que a Liga Zon Sagres me oferece uma verdadeira oportunidade de ser o mesmo Carlos Eduardo que brilhou no Brasil, no começo da minha carreira de futebolista…

makefoot - Acha que a Primeira Liga é uma competição que defende mais as suas características de jogador técnico e talentoso?

Carlos Eduardo - Francamente, acho que sim. Na Liga Orangina, existe muita luta, muito corpo a corpo, o futebol é menos fluído e senti algumas dificuldades em impor o meu futebol. Acredito que a Primeira Liga tem mais qualidade e é aí que me sinto bem. Mas isto não quer dizer que eu seja um jogador que vira a cara à luta. Não é isso e provarei no próximo campeonato, onde pretendo dar sempre o melhor de mim para ajudar a minha equipa a conseguir bons resultados.
makefoot - Acredita que pode dar nas vistas na Primeira Liga?

Carlos Eduardo - Acredito e até vou dizer mais. Eu quero ser uma das maiores revelações da Liga. Mas, claro, primeiro tenho que me afirmar na equipa. Sei que não vai ser fácil, porque o elenco está sendo reforçado, para jogar num patamar acima do que estávamos jogando mas isso é bom para todos os jogadores. Mais e melhor concorrência obriga-nos a ser mais competitivos e é desse tipo de jogadores que o Estoril precisa e merece.

makefoot - Porque é que acha que pode ser uma maiores revelações do campeonato?
Carlos Eduardo - Porque acredito em mim, porque sei que tenho potencial para jogar a um bom nível no campeonato português e se já consegui ser uma das boas revelações do campeonato brasileiro, numa grande equipa como o Fluminense, tenho de pensar que também posso alcançar o mesmo no Estoril.

«Vamos todos lutar pela estabilidade do Estoril»
makefoot - Quais pensa que serão os objectivos do Estoril na Primeira Liga?

Carlos Eduardo - Não sou a pessoa indicada para dar essa definição. Mas penso que o clube vai apostar na manutenção, porque é importante estabilizar o clube na Primeira Liga. O Estoril tem uma estrutura de primeira divisão, tem um bom plantel, tem adeptos e tem uma história que é preciso respeitar. É um grande clube e sobretudo um clube cumpridor e honrado. Todos nós temos de lutar pela estabilidade do Estoril, porque este clube merece ser respeitado por todos. E claro, sobretudo pelos seus jogadores.

makefoot - O treinador da equipa também vai estrear-se na Primeira Liga, como muitos jogadores do plantel. Acredita que tudo vai correr bem?
Carlos Eduardo - O Marco Silva também se estreou na Liga Orangina e liderou a equipa para um campeonato fantástico. É um grande treinador e acredito que este será o primeiro de muitos anos do nosso treinador da Primeira Liga. É uma pessoa conhecedora do futebol, tem ideias muito positivas e principalmente consegue passar essas ideias aos jogadores de uma forma que todos entendem. Se as coisas dependessem apenas do treinador e dos seus conhecimentos não lutaríamos apenas pela manutenção. Acho que será, também, uma das grandes revelações da próxima temporada.

makefoot - Acha importante a manutenção de um número significativo dos jogadores que compunham o plantel na época passada?

Carlos Eduardo - Não posso dar uma opinião técnica, porque não tenho competência para isso. Mas, como companheiros deles, o que posso dizer é que fico muito feliz por reencontrar muita gente conhecida e amiga no balneário. Uma das forças da equipa foi sempre a nossa união e o bom ambiente que existia no balneário. E como há também muita qualidade, então temos argumentos para ter uma boa equipa na Primeira Liga, que jogue bom futebol e que seja competitiva.

makefoot - Um dos reforços já anunciados pelo Estoril é o Hugo Leal, um jogador que pode pisar os seus terrenos em campo. Preocupa-o a aquisição de um jogador com tanta qualidade?

Carlos Eduardo - Pelo contrário, deixa-me satisfeito e ainda com mais vontade de começar, porque sinto que o Estoril está a contratar jogadores de qualidade, de grande qualidade e que teremos, de facto, uma boa equipa de futebol. Em relação ao Hugo Leal, sei que é um grande jogador, que tem uma ligação especial ao clube e quem sabe até podemos jogar os dois na equipa. Fiquei satisfeito quando percebi que o Estoril tinha contratado um jogador com uma história tão importante no futebol português e que vem acrescentar mais qualidade e experiência ao nosso plantel.
 
«Não quero sair do Estoril»
makefoot - Como é que reage às notícias de que clubes como o Anderlecht e o Bétis de Sevilha estão interessados na sua contratação?

Carlos Eduardo - Reajo sempre da mesma forma. Quero fazer uma grande época no Estoril…

makefoot - Só isso? As notícias não mexem consigo?

Carlos Eduardo - Essas notícias são boas para o ego mas não vivo com elas. Vivo da realidade e a minha realidade são mais dois anos de contrato com o Estoril. E não lamento essa realidade, porque quero, mesmo, fazer uma grande época no Estoril para me afirmar na Primeira Liga em Portugal. Se, depois, surgir algo que seja bom para mim e para o Estoril veremos. Mas agora, francamente, tenho a cabeça no Estoril e quero começar a época para demonstrar a todos que estou de corpo e alma no clube e no plantel.

makefoot - Mas sendo clubes de grande prestígio internacional seria normal que desejasse uma transferência?

Carlos Eduardo - O que desejo é ser feliz no Estoril. Na minha vida gosto de me preocupar com coisas que eu controlo. Se esses clubes pretendem realmente contratar-me, então têm de falar com o Estoril e não comigo. Não quero, sequer, preocupar-me com isso, porque não vou encher a minha cabeça com essas coisas. Tenho um contrato de dois anos com o Estoril e não quero sair do clube. Quero que isso fique bem claro.
   



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Entrevista #8 – Anderson Luis

É mais uma vez e com muito gosto que o Blog, apresenta a todos os simpatizantes de futebol, adeptos, sócios do Estoril e visitantes deste Blog, a continuidade da rubrica entrevistas.
Hoje apresentamos a oitava entrevista, com o jogador Anderson Luis, defesa-direito do Estoril que tem mantido uma regularidade impressionante ao longo da época, com a sua simplicidade ofensiva e sem comprometer na parte defensiva.




1 - Por que é que és futebolista e defesa?
AL: Porque no Brasil o sonho de todas as crianças é ser futebolista,e o meu não era diferente. Quanto a ser defesa, comecei no meio de campo, mas um treinador colocou-me como defesa para jogar,e ai joguei bem e fiquei nessa posição.
2 - Qual foi a tua melhor época de sempre e por quê?
AL: A minha melhor época foi a de 2007/2008, porque foi o ano em que conquistei um campeonato Estadual (Campeão Catarinense),e um vice campeonato da Copa Do Brasil, um campeonato muito cobiçado no Brasil. 
3 - Quais foram as principais diferenças que notaste em relação ao campeonato que disputavas no Brasil?
AL: A principal diferença que notei, é que no Brasil as equipas tocam mais na bola, e aqui é mais ligação direta, essa foi a principal diferença que notei.
4 - Se tivesses carta-branca para eleger um clube em Portugal qual escolherias e porquê?
AL: Escolheria o Porto, porque quando estava a jogar no Brasil ouvia muito falar do Porto,foi na época que ganhou a Champions League e a Uefa Cup e agora que estou aqui, vejo que o Porto está muito forte ainda. 
5 - Foi difícil a adaptação Portugal?
AL: Não, porque aqui não é um Pais muito diferente do Brasil,a língua é a mesma e isso já ajuda muito, é um pouco mais de frio mas com o tempo fui me acostumando.
6 - Qual o momento mais alto da tua carreira até agora?
AL: Tive bons momentos, mas o que mais me marcou foi ter disputado a final da Copa Do Brasil, um campeonato muito forte no Brasil, e espero que brevemente que possa ter um momento alto na minha carreira também, conseguindo o acesso com o Estoril para a primeira divisão.
7 - Como surgiu a oportunidade de representares o Estoril?
AL: Foi através da Traffic e do Vinicius o treinador, o Vinicius ligou-me e falou do Estoril, ai através da Traffic saiu a negociação com o Estoril.

 
O inicio de 2011 começou com três derrotas para o Estoril, ou seja, entrada nada boa no ano de 2011 depois de resultados menos favoráveis o Estoril encontra-se agora numa posição confortável na Liga.

8 - Quando tudo indicava um menos bom 2011 a equipa deu a volta por cima. Quais as razões para o regresso às vitórias?
AL: Na nossa equipa tanto os jogadores como comisão técnica nunca duvidamos que poderiamos dar a volta por cima, todos nós acreditávamos numa reação e foi isso que aconteceu, com a força de todos demos a volta por cima.

9 - O que tens a dizer aos adeptos e sócios do Estoril?
AL: Queria pedir que continuem a acreditar e apoiar a nossa equipa como sempre fizeram. Um abraço a todos e obrigado pelo apoio.
10 - O que pensas sobre o Estoril Supporters (claque do Estoril)?
AL: Eles são muito apaixonados pelo Estoril, estão sempre a apoiar e isso nos ajuda muito dentro de campo.


Um grande abraço e um muito obrigado ao Anderson Luis, por nos ter dispensado algum do seu tempo, para responder ás questões.
GDEstorilPraia.blogspot.com TeaM
   



quarta-feira, 9 de março de 2011

«Acredito que é possível chegar à selecção nacional», Luís Leal

«JOGO CONTRA O SPORTING MARCOU-ME MUITO. SOUBE BEM GANHAR, FOI UM SENTIMENTO ESPECIAL»   

Nome profissional: Luís Leal
Data Nascimento: 29 Maio de 1987 (23 anos)
Naturalidade: Lisboa (Portugal)
Peso: 80 quilos
Altura: 1.75m
Posição: Avançado
Precurso: Arrentela e Sporting (formação), Cova da Piedade, Atlético, Moreirense, Estoril.

Tem dado nas vistas com as suas exibições e com os golos que tem marcado, o último de antologia. É um dos destaques da boa campanha que o Estoril está a fazer. Melhor marcador da Zona Norte da 2.ª Divisão em 2010 e da Zona Sul no ano anterior, sonha representar um clube grande. Quem sabe o Sporting, onde fez a formação.

O Estoril Praia está a atravessar uma boa fase no campeonato, com quatro vitórias e dois empates nos últimos seis jogos e aproximou-se dos lugares cimeiros.Acredita que a subida à Liga ainda é possível no final desta época?

«Sempre acreditei desde o início Temos uma excelente equipa, a melhor da Liga Orangina, pelo menos a que joga melhor futebol. O Estoril acreditou que a subida era possível desde cedo, tivemos uns pequenos problemas e alguns tropeções mas agora estamos melhor. Estamos cada vez mais perto e acreditamos que é possível, agora mais do que nunca».

Depois de ter sido o melhor marcador na 2ª Divisão, zona sul, ao serviço do Atlético e da zona norte ao serviço do Moreirense, continua com o pé quente e o fim de semana passado assinou mais um golo de antologia. Foi aquele que mais lhe agradou ai serviço do Estoril?

«O golo contra o Fátima foi importante. Durante a semana treinamos vários tipos de livres, como o de sábado, e naquele momento senti que a bola era minha, rematei em força, de meia distância e resultou num grande golo. Mas até agora o mais especial com a camisola do Estoril foi em Dezembro, contra o Freamunde - um livre no corredor central, a 20 metros da baliza. Estávamos a perder 1-2 e foi o golo do empate, mas teve um sabor especial, de vitória.»

Foi festejar este último golo no jogo com o Fátima com os adeptos nas bancadas. Dirigiu-se a alguém em especial?
«Sim, fui festejar com os meus familiares e amigos que me apoiam sempre. Nos jogos em casa tenho sempre uma miniclaque, entre pai, mãe, irmãos, sobrinhos, cunhados e amigos, juntam-se sempre mais de dez apoiantes. Nos jogos fora é que é mais complicado, mas sinto que tenho sempre i carinho deles e isso é muito importante para mim»

Espera que as boas exibições e os golos que tem marcado chamem a atenção de outros clubes e o ajudem a dar o salto para a I Liga?

«As coisas estão a correr-me bem a cada jogo que passa mas não sei o futuro. Nem eu nem ninguém...Vamos ver se outros clubes andam atentos. Eu vou continuar a trabalhar para um dia representar um grande em Portugal. Ainda faltam alguns jogos, pode ser que as propostas apareçam naturalmente, mas, por enquanto, o meu objectivo é ajudar o Estoril a subir de Divisão.»

Já foi considerado o melhor em campo em vários jogos do Estoril. Que importância tem isso para si? Motiva-o ainda mais?

«Não me preocupo em ser o melhor em campo, preocupo-me em fazer golos, porque esse é o trabalho de um avançado. Um avançado vive de golos. No entanto, para mim o mais importante, sempre, é ajudar a equipa a somar vitórias.»

Antes de representar o Estoril, jogou no Moreirense e no Atlético. Nota muitas diferenças entre a 2ª Divisão e a Liga Orangina?

«Na Liga Orangina joga-se melhor futebol, mais organizado, mais exigente e em termos de competição é mais dificil para nos afirmarmos. É preciso muito trabalho e muito esforço, mas tenho a sorte de estar a trabalhar com a melhor equipa técnica da minha carreira. Vinícius Eutrópio tem métodos de trabalho inovadores e tem-me ajudado muito a crescer, como jogador e homem.»

Começou a formação no Arrentela e passou para o Sporting, onde esteve até aos 15 anos. Este ano defrontou a sua antiga equipa para a Taça da Liga. Como foi esse reencontro com alguns antigos companheiros? Assaltou-o algum sentimento?

«Foi um jogo que me marcou muito, e admito que houve um sentimento especial. Quando estive nas camadas jovens do Sporting fui colega do Rui Patrício e do Daniel Carriço, entre outros que já não estão lá, foi a primeira vez que joguei contra eles a nível profissional e soube-me muito bem, sobretudo por ter ganho».

Em relação à Selecção, quais são as suas expectativas?
«Se estivesse num clube grande era mais fácil dar nas vistas e ser chamado, mas mesmo no Estoril espero a curto prazo consegui-lo. É um sonho que tenho e sinto que não é impossível de concretizar. Tenho confiança em mim e no meu trabalho e agora que sou português já não há problema. Por isso, tenho cada vez mais esperança de poder representar a nossa Selecção.»

OITO ANOS DE ESPERA PARA SE TORNAR PORTUGUÊS
Luís Leal nasceu em Lisboa, mas como os país são de São Tomé foi essa a nacionalidade com que ficou.


Agora, oito anos depois de ter começado a tratar da papelada, finalmente conseguiu obter a nacionalidade portuguesa, atraso que acredita té-lo prejudicado na sua carreira profissional: «No Sporting, naquela altura, nas camadas jovens só podia jogar um estrangeiro e estava lá também o Zezinando, que era um jogador fora de série, por isso o Sporting teve de optar e eu segui a minha vida. Fui emprestado ao Cova da Piedade.»


O facto de ser são-tomense era um factor que, até então, o excluía como opção para representar Portugal. «Se tivesse obtido nacionalidade portuguesa mais cedo, se clahar até podia ter sido chamado para os escalões mais jovens...», finaliza.

Rita Ferro Baptista

   



segunda-feira, 7 de março de 2011

Entrevista #7 – Alex Afonso

É mais uma vez e com muito gosto que o Blog, apresenta a todos os simpatizantes de futebol, adeptos, sócios do Estoril e visitantes deste Blog, a continuidade da rubrica entrevistas.
Hoje apresentamos a sétima entrevista, com o jogador Alex Afonso, melhor marcador do Estoril com nove golos em todas as competições oficiais.
1 - Por que é que és futebolista e avançado?

AF: Porque no Brasil, o sonho de qualquer criança é ser futebolista, e com o passar do tempo, fui treinando cada vez mais, me desenvolvendo e via cada vez mais possibilidades de isso acontecer. Quanto a ser avançado, por me destacar no meio das outras crianças, fazia muitos golos e acabei por jogar mais a frente mesmo.

2 - Qual foi a tua melhor época de sempre e por quê?

AF: Tive a minha melhor época em 2008, porque fiz 28 golos em 48 jogos, joguei pelo Ituano e pelo Miami FC onde fui o goleador da Liga. Foi importante porque só falhei 3 jogos em toda época, não tive lesões, o que sempre acontecia. E esse ano consegui jogar sempre.

3 - Quem foi ou foram o (s) melhor (es) jogador (es) com quem trabalhaste?

AF: Tive a oportunidade de jogar no Palmeiras, e lá trabalhei com o guarda redes Marcos, campeão do mundo com o Brasil, em 2002, e também com Edmundo, um dos grandes avançados que o Brasil teve.

4 - Se tivesses carta-branca para eleger um clube em Portugal qual escolherias e porquê?

AF: Escolheria o Porto, porque nos últimos anos, é quem mais tem ganho títulos, e quando estive aqui em Portugal de 2002 a 2004 vi o Porto ganhar todos os campeonatos que disputou, inclusive Taça UEFA e Champions League, fiquei com uma imagem fantástica sobre o Porto, e agora regressando, vejo que continua forte.

5 - Antes de Estoril já tinhas jogado no Portimonense e no Alverca, como foi voltar a Portugal?
AF: Era algo que esperava muito, vim com 21 anos para o Portimonense e voltei com 23 para o Brasil. Por motivos contratuais, não consegui ficar mais tempo aqui, mas sempre tive vontade de retornar, pois foi um lugar que me adaptei muito bem.
6 - Qual o momento mais alto da tua carreira até agora?

AF: Tive bons momentos, mas um que me marcou muito foi ter jogado uma meia-final de Campeonato Paulista pelo Bragantino contra o Santos. Foi muito marcante, porque o Bragantino é um clube pequeno e conseguiu se classificar deixando clubes como Corinthians e Palmeiras para trás. E agora estou vivendo um momento muito bom, porque a nossa equipa está melhorando muito e tenho ajudado com golos, e espero que no final da época consigamos o acesso, para aí sim ter um grande momento da minha carreira.

7 - Como surgiu a oportunidade de representares o Estoril?

AF: Essa oportunidade veio através da Traffic, empresa com a qual eu estou trabalhando há 3 anos. Com a compra da SAD pela empresa, isso acabou me trazendo para o clube.

O inicio de 2011 começou com três derrotas para o Estoril, ou seja, entrada nada boa no ano de 2011 depois de resultados menos favoráveis o Estoril encontra-se agora numa série de bons resultados e ocupa os lugares cimeiros desta equilibrada Liga.

8 - Quando tudo indicava um menos bom 2011 a equipa deu a volta por cima. Quais as razões para o regresso às vitórias?

AF: Eu acho que todos os jogadores e comissão técnica nunca duvidaram do potencial da equipa, sempre confiamos que poderíamos dar a volta. Foram feitas algumas alterações na equipa, e encontramos um bom padrão de jogo. Recuperamos a nossa confiança.

9- O sonho da subida de divisão continua a ser o principal objectivo da equipa?

AF: Claro que sim, nunca deixamos de acreditar, desde o início esse era o objectivo. Passamos por problemas, mas voltamos a entrar na briga novamente, um pouco em desvantagem agora, em relação aos outros, mas não vamos desistir.

10 - O que tens a dizer aos adeptos e sócios do Estoril?
AF: Queria pedir para que continuem acreditando na equipa, e que continuem apoiando como sempre fizeram. Um grande abraço a todos e muito obrigado pelo apoio.
11 - O que pensas sobre o Estoril Supporters (claque do Estoril)?
AF: Acho que eles são muito importantes para nós, cada vez que eles puxam pela equipa, é uma motivação a mais que nós temos, espero que continuem gritando e puxando por nós, queremos poder dar alegria a todos, retribuindo o apoio que nos dão.

Um grande abraço e um muito obrigado ao Alex Afonso, por nos ter dispensado algum do seu tempo, para responder ás questões.
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Entrevista #6 – Luciano Bébé

É mais uma vez e com muito gosto que o Blog, apresenta a todos os simpatizantes de futebol, adeptos, sócios do Estoril e visitantes deste Blog, a continuidade da rubrica entrevistas.
Hoje apresentamos a sexta entrevista, com o jogador Luciano Bébé, o pequeno médio do Estoril que tem feito as delicias dos adeptos, com as suas jogadas e passes espectaculares.


1 - Por que é que és futebolista e médio?
LB: Cresci a ver o Zico jogar e como era adepto do flamengo, acabei desde criança a jogar no meio campo.
2 - Qual foi a tua melhor época de sempre e por quê?
LB: Não te sei dizer qual, mas esta época para mim está a ser muito boa, tirando os resultados dos jogos e a classificação em que nos encontramos é claro.
3 - Quem foi ou foram o (s) melhor (es) jogador (es) com quem trabalhaste?
LB: Tive a oportunidade de trabalhar com muitos jogadores, que para mim eram fora de serie, dai nao sei te dizer qual o melhor.
4 - Se tivesses carta-branca para eleger um clube em Portugal qual escolherias e porquê?
LB: Gosto muito do Vitória de Guimarães e torço por eles, porque tenho um grande irmão que joga lá, o Nilson, mas o meu “time” do coração com certeza é o Estoril.
5 - Toda a tua carreira foi em clubes brasileiros, nesta época mudaste-te com a tua família para Portugal. Foi difícil a adaptação? Ter a família por perto, foi uma mais-valia?
LB: Não. Ate porque aqui nao é tao diferente do Brasil, um pouco mais de frio mas nada de mais. Ter a familia por perto para mim foi muito bom, pois eles são meu suporte e o meu filho mais velho, ama o futebol então e muito bom tê-los perto.
6 - Qual o momento mais alto da tua carreira até agora?
LB: Acho que foi jogar no Corinthians, e também fazer bons campeonatos por clubes pequenos como o Noroeste e o São Bernardo, foram momentos bons. Talvez ainda esteja para vir o meu ponto mais alto!
7 - Como surgiu a oportunidade de representares o Estoril?
LB: Foi o treinador que me viu jogar, no São Bernardo e convidou-me a participar neste projeto do Estoril.
8 - O Estoril vai numa série de 4 jogos consecutivas sem vencer para o campeonato acreditas que vamos dar a volta por cima?
LB: Talvez muitos não creiam, mas eu vivo por fé.
9- Quais são os teus objectivos para esta temporada?
LB: Fazer sempre o melhor em prol do Estoril, para mudar esta situacao em que nos encontramos.
10 - O que tens a dizer aos adeptos e sócios do Estoril?
LB: São poucos mas são fiéis e estão sempre a incentivar-nos.
11 - O que pensas sobre o Estoril Supporters (claque do Estoril)?
LB: São apaixonados pelo Estoril e nunca nos abandonam e isso é muito bom.


Um grande abraço e um muito obrigado ao Bébé, por nos ter dispensado algum do seu tempo, para responder ás questões.
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Entrevista #5 - Tiago Costa

É mais uma vez e com muito gosto que o Blog, apresenta a todos os simpatizantes de futebol, adeptos, sócios do Estoril e visitantes deste Blog, a continuidade da rubrica entrevistas.
Hoje apresentamos a quinta entrevista, com o português Tiago Costa.



1 - Por que é que és futebolista e avançado?

TC: É uma pergunta difícil mas acho que é uma coisa que já nasce de criança, sempre gostei de jogar futebol e desde aí sempre tentei chegar a profissional quanto à posição já joguei em quase todas mas foram essas que melhor me adaptei e que me sinto bem jogando lá. 

2 - Qual foi a tua melhor época de sempre e por quê?
TC: A minha melhor época de sempre posso dizer que foi o meu último ano no Benfica B porque foi uma época de transição e que foi bastante positiva em termos profissionais em que consegui sair para o Hearts da Escócia.

3 - Quem foi ou foram o (s) melhor (es) jogador (es) com quem trabalhaste?
TC: Posso dizer que já trabalhei com grandes jogadores como o Cristiano Ronaldo mas o que marcou mais foi mesmo o Steven Pressley capitão do Hearts e capitão da selecção escocesa.

4 - Se tivesses carta-branca para eleger um clube em Portugal qual escolherias e porquê?
TC: Neste momento o Estoril-Praia, porque é o que represento e estou a adorar.


5 - Conta-nos como foi jogar e treinar em países como a Bulgária ou Roménia e também Escócia?
TC: Foram experiências bastante boas porque são países que o futebol e a cultura é , logo aí a gente cresce como jogador e como pessoa.

6 - Qual o momento mais alto da tua carreira até agora?
TC: O momento mais alto foi estar presente em uma pré-eliminatória de uma Liga dos Campeões acabando por não entrar mas valeu pela experiencia e claro também jogar em estádios como o do Celtic e Rangers com uma atmosfera de arrepiar.


7 - Como surgiu a oportunidade de representares o Estoril?
TC:Eu há dois anos tinha estado aqui no Estoril para não perder a forma e logo aí ficaram-me a conhecer e acho que foi um dos motivos para me ligarem e quererem os meus serviços. 

8 - Fizeste um golo esta época na sequencia de um potente e colocado remate, acreditas que essa é uma das tuas melhores “armas”?
TC: Foi um remate muito bom e que ajudou a equipa sendo o mais importante naquele golo. Posso dizer que não é uma das únicas armas que tenho e que vou tentar por tudo em campo em prol da equipa.


9- Quais são os teus objectivos para esta temporada?
TC: Os meus objectivos são como todos os meus colegas que é subir divisão.

10 - O que tens a dizer aos adeptos e sócios do Estoril?
TC: Só tenho a dizer bem e que continuem a apoiar-nos e a acreditar em nós, que vamos também fazer tudo pelo clube e vocês. Somos poucos mas bons.

11 - O que pensas sobre o Estoril Supporters (claque do Estoril)?
TC: Do Estoril Supportes só quero agradecer o apoio que nos tem dado ate ao momento em todo lado que vamos jogar. P.S.- continuem a ser o nosso décimo segundo jogador.



Um grande abraço e um muito obrigado ao Tiago Costa, por nos ter dispensado algum do seu tempo, para responder ás questões.
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